Minha partida de estreia!
- 27 de out. de 2015
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"... lembro bem dos principais jogadores daquela minha primeira partida: Cuecão, Quinho e Lula (eu mesmo!) contra Pangaré, Tonhada e Tatá, que eram os destaques do time adversário...".
"... em certo momento da partida quando meu time já ganhava por dois gols de diferença, Cuecão começou a provocar os jogadores adversários, fato que levantou a torcida com gritos de olé e acabou mexendo com o ânimo dos caras do outro time...".
"... a partida estava quase acabando e Cuecão resolveu recuar a bola pra mim, só que, logo que peguei na bola e levantei a cabeça, percebi que assim como um búfalo branco, vinha um jogador do time adversário literalmente bufando em minha direção; era Tatá....".
"... ele veio pra cima de mim com os dentes cerrados, com raiva de estar perdendo e de já ter escutado as provocações de Cuecão e os gritos de olé vindos da arquibancada lotada, e, em seus olhos, algo dizia: - Você nem sabe jogar! Vou tomar a bola e arrancar suas pernas!...".
"... ele veio de carrinho pra cima de mim, realmente pensando em além de pegar a bola, quebrar minhas pernas finas ou talvez me matar, porém, o que aquele Campinho viu, ficou gravado na história das estreias....".
"... sutilmente, mas, com uma velocidade de raciocínio, rapidez nos pés e pernas, impressionantemente puxei a bola com o pé direito sobre a parte de cima da mesma trazendo-a ao meu pé esquerdo e a levando à frente, fazendo com que Tatá passasse no espaço vazio e ficasse caído no chão com as costas raladas....".
"... foi o bastante para os berros ensurdecedores da torcida - o que me deixou um pouco desconcertado e nervoso, me fazendo rapidamente passar a bola para Cuecão, que era o capitão do nosso timeco...".
"... lembrando a cabeçada dada por Zidane em Materazzi, durante a final da Copa de 2006, Tatá veio pra cima de mim e me empurrou a ponto de quase ter me feito cair. Não entendi ao certo sua reação, que somente foi interrompida pelo grito de Cuecão:
- Hei, para! Deixa ele!
"... felizmente, naquele exato momento o jogo acabou, ao menos pra mim, pois inventei que minha mãe tinha me chamado e tratei de ir pra casa, mesmo sendo convidado pelos outros moleques e pelo meu time a continuar jogando....".
"... ufa! Pra mim, havia sido emoção suficiente para um dia de estreia no mundo do futebol!...".


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