Coisas de mãe...
- 16 de out. de 2015
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"... minha mãezinha era ultra, hiper, mega carinhosa, e acabou ficando com muito remorso dos “safanões” que me deu. Por isso, ela agiu como a maioria das mães, após dar uma dura em seus filhos – me agradando pra compensar seu súbito “nervosismo”...".
"... ela confessou anos mais tarde que “perdeu” a cabeça, e na verdade quase arrancou a minha cabeça....".
"... confesso que fiquei bem bicudo com ela por dias, mas, que moleque poderia resistir aos seus bolinhos de chuva? Aquelas delícias açucaradas com banana tinham “gostinho de céu”, de “histórias pra dormir”, de “banho de chuva” e de muito amor e carinho. Gosto inexplicável!...".
"... se não bastassem os bolinhos, ela fritou banana da terra pra mim por uma semana! Eu era maluco por aquelas bananas saborosas, e as comia com açúcar ou farinha...".
"... se já não bastasse, minha mãe preparou umas deliciosas cocadas brancas, com coco fresquinho que minha vó havia trazido da feirinha. Hum! Minha mãe sabia muito bem da minha “queda” por tudo que era feito com coco....".
"... pra completar, minha mãe pediu pra meu pai comprar um peixe enorme e fresquinho na feirinha da cidade...".
"... meu pai trouxe uma tainha enorme enrolada no jornal...".
"... apesar de ter ficado com pena do pobre peixe "assassinado", não senti a mesma pena do bichinho na hora de comê-lo. Afinal, minha mãe fez um cozido do coitado, misturando um monte de temperos: alfavaca, manjericão e outras especiarias, muitas das quais, minha vó plantava ou uma das vizinhas cultivava, geralmente Dona Zulina e Dona Porcas...".
"... aquele jantarzinho que minha mãe preparou limpou a barra dela comigo. Ao menos, naquela semana, a qual certamente engordei alguns gramas, pois, nenhum tipo de vitamina ou fortificante, tipo, Sadol, Biotônico, ovo de pata com leite condensado e caracu, ou quaisquer outras poções e receitas indicadas pelas outras mães e pela minha vó, me faziam engordar....".
"... eu deveria ser um “saco sem fundo” mesmo. Bom, o certo é que aquela surra que levei, estava me dando algum lucro, inclusive monetário, pois, naquela semana meu pai apareceu com um cofrinho vermelho do banco Bradesco, e logo, minha mãe fez questão de lançar umas moedinhas, me explicando sorridente que quando o cofrinho estivesse cheio, poderíamos usar o dinheiro pra eu escolher um presente....".
"... um presente!
"... se eu e minha mãe fizemos as pazes? É... mais ou menos...".


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