top of page

Rock in roll yeah!

  • 28 de set. de 2015
  • 2 min de leitura

“... além daquela chuteirinha da Puma, que foi patrocinadora do Pontes Sociedade Desportiva, o que mais agradeço ao meu tio Juca foi ter me deixado ouvir a maior banda de rock de todos os tempos – Pink Floyd, que sempre foi o som mais tocado na rádio de Quinho, a Brejo FM, que além de ser uma estação pirata, seu alcance era apenas de algumas poucas quadras dentro da vila...”.


“... meu tio tinha todos os discos de vinil dos caras, eu juro!...”.


“... vocês nunca ouviram The Dark Side Of The Moon, o álbum mais incrível da história do Rock?...”.


“... não brinquem comigo meus amigos!...”.


“... escutar aqueles discos do Pink Floyd foi como dar várias voltas ao redor da Terra! Sem exageros!...”.


“... aliás, meu parceiro de ataque, Quinho, passava o dia todo ouvindo no último volume da sua velha vitrola o disco The Wall, que foi um dos maiores álbuns do Pink Floyd. Quando aquele som perturbador do helicóptero, na música “The Happiest Days Of Our Lives” começava a ecoar pelo nosso quintal, a primeira a olhar para o céu em busca de alguma aeronave que talvez estivesse prestes a aterrissar, era minha avó. Além disso, criava-se um alvoroço danado naquele velho galinheiro que ela sempre manteve, pois os bichos todos se assustavam. E, mesmo eu não conhecendo nada sobre música ainda, lá do terraço da minha casa eu gostava muito daquele som que vinha da casa daquele amigo e craque de bola...”.


“... descobri mais tarde que a Vila Brejo estava cheia de talentos musicais. Meu Tio Juca, por exemplo, tocava violão clássico, e foi no meio das coisas dele que consegui encontrar um monte de revistinhas com cifras de músicas. Jetinho também era bom no violão, assim como um camarada chamado “Cabeleira”, que era louco de pedra, pois, se apresentava como John Lennon. Não importava se faziam chacota de Cabeleira, ele afirmava que era John Lennon e fim de papo. Ele conseguia tocar e cantar todas as músicas dos Beatles e o povo ficava de “queixo caído” com seu talento e com sua insanidade. Cabeleira gostava de tocar junto com Jetinho, o qual chamava algumas vezes de Paul, outras de George e até de Ringo Starr. Cabeleira nem sempre foi lesado, mas, depois que uma árvore caiu sobre sua cabeça no início da adolescência, ele pirou mesmo! Assim mesmo, o cara fazia a alegria da molecada contando sobre alguns shows dos Beatles, a tradução das músicas e porque tinha deixado a banda. Num dos surtos que teve, pegou uma carona com algum caminhoneiro e se mandou, levando apenas seu violãozinho Di Giorgio. Ele já tinha nos dito algumas vezes que voltaria pra Londres pra reunir novamente os Beatles, então, achamos normal sua partida...”.


 
 
 

Comentários


bottom of page